Sunday, December 6, 2015

O amor ao Direito, e a mim. Desde os 20 anos eu tinha absolutamente certeza do que queria para minha vida. O sedutor Direito.... Naquele momento, me foi apresentado pelo rapaz que eu amava, um amor distante, mas eterno. Ele cursava, e eu, marota, na idéia de compartilhar ideiais, fui verificar do que se tratava. E tratava-se de Justiça, ainda que urrem que no Brasil a palavra chega a ser cômica. Até é uma realidade, mas, ao meu ver, nada nos resta, a não ser buscar seu sentido, e tentar dispersá-la em terras tupiniquins. Se ele seduziu a mim, aos 20 anos, cheia de sonhos, e convenceu que poderia ser real, manteve a chama acesa por longos 15 anos nos quais o reneguei, buscando sempre dinheiro, amor, diversões que eram incompatíveis com o estudo e dedicação que o sucesso dessa carreira implicitamente exige, ele é capaz de seduzir sim, e alastrar-se por todos os corações, fazendo-se real e compatível com essa nação. Tudo que tentei segurar, seja amor, seja bens, seja idéias, escorreram pelos meus dedos, como areia no deserto. Menos o conhecimento e o amor que despertei. Depois de todos os abandonos possíveis, decidi que era hora de me apaixonar apenas por ele, Direito, e, durante os anos que ele me exige, permanecer como esposa amorosa, que tudo compreende, que o serve, e a quem ele, unicamente se dedica. Amores furtivos podem surgir, mas não são meta, faço dele meu único refugio e braço protetor. Apesar de ser ilusório, neste momento de incertezas políticas, sua Carta Magna, nossa linda constituição é uma declaração de amor por nossa terra e seus frutos, e isso me basta como princípio de sedução. Tempos de mudanças em minha vida, mudanças escolhidas pela minha consciência e amor próprio. Tempo de aprendizado, de me conhecer, de me apresentar, e acima de tudo, de me formar como um ser útil. Usarei este blog como companheiro de conversa, no qual acompanharei minha própria evolução, seja emocional, financeira, psíquica, como pessoa, como ser. É uma carta que dedico a mim no futuro, ao meu pequeno filho, para que possa me conhecer, caso não consiga, por um motivo ou outro, traduzir em palavras o que fui, para onde vou e como vivi. Com amor; Karin